Transformação Digital no Mercado de Saúde

Transformação Digital no Mercado de Saúde

Comparado a outros mercados, podemos dizer que a indústria que atende o segmento de saúde ainda utiliza pouco a tecnologia para aumentar sua eficácia operacional. A maioria dos sistemas ligados a saúde ainda usa papel nos registros médicos. Por outro lado, a maior parte da informação que é digitalizada não é portável, inibindo a troca de dados e informações entre os diversos agentes que operam o setor. O uso da tecnologia para facilitar colaboração e coordenar esforços de saúde entre os agentes (pacientes e médicos) é pequeno e bastante limitado. [1]

Isso não impede que a tecnologia de informação voltada à saúde (HIT – helthcare information technology) esteja sendo modernizada e que a computação em nuvem esteja no centro dessa transformação. A grande mudança é o abandono de um modelo de informação absolutamente centralizado (em sistemas que não se conversam e não compartilham dados) para modelos abertos, baseados em padrões (que estão sendo estabelecidos) que permitem cooperação, fluxos de trabalho colaborativos e compartilhamento das informações.

A computação em nuvem está gerando infraestruturas de suporte que permitem integração entre hospitais, médicos, enfermeiros, empresas de seguro, laboratórios de análise e de pesquisa, etc. sem que haja necessidade de grandes investimentos de capital. Adicionalmente, a nuvem está diminuindo as barreiras para que aplicações e sistemas de saúde sejam modernizados e até inovados. Assim a computação em nuvem está oferecendo serviços que são chave no setor de saúde:

  • Acesso sob demanda a computadores e dispositivos de armazenamento que não são disponibilizados nos ambientes de TI tradicionais;
  • Suporte para armazenagem de Big Data, vindo de gravadores e registradores de saúde eletrônicos, imagens de radiologia, análises de dados genômicos – que são tarefas pesadas especialmente para a área de TI de hospitais
  • Facilidade para compartilhar o uso de registradores (EHRs, health records) entre médicos e hospitais, em diversas áreas geográficas, permitindo acesso mais rápido a informações que podem salvar vidas e reduzindo a necessidade de repetir testes já efetuados em outros locais;
  • Melhoria da capacidade de analisar e acompanhar as informações (com a adequada governança) dos dados sobre tratamentos, custos envolvidos, desempenho, efetividades de tratamento, facilitando análises e decisões em função do sucesso e do custo.

Mais do que fazer o mundo da saúde ficar conectado, a nuvem torna mais fácil disponibilizar as informações do paciente onde quer que esteja.

Um dos maiores problemas para avançar rapidamente é que os dados ligados à saúde têm exigências rigorosas que passam por segurança, confidencialidade, disponibilização dos dados para determinados usuários, rastreabilidade do acesso, reversibilidade dos dados e preservação de longo prazo. Os provedores de nuvem têm que levar em conta esse conjunto de fatores que variam conforme leis governamentais e padrões industriais adotados em cada país. Isso tem feito os sistemas de TI de saúde não serem interoperáveis e está atrasando o crescimento da computação em nuvem no setor.

Os USA estão trabalhando seriamente nesta questão. As legislações federal e dos estados estão sendo alteradas com relação a “troca de informações sobre saúde” (HIES, Health Information Exchanges), viabilizando hubs que interconectam informações de diferentes equipamentos de registros de dados médicos (EMR – Electronic Medical Record) para assegurar o acesso de dados dos pacientes, quaisquer que sejam. A nuvem é a depositária ideal para esses dados.

Nesse movimento de ida para a nuvem, os atores da área de saúde (praticantes de medicina, hospitais, laboratórios de análise e pesquisa etc.) tem ofertas clínicas e não clínicas. As clínicas consistem dos monitores EHRs, entrada de dados de prescrições médicas, softwares de imagens e uso de remédios (dados de farmácias). As não clínicas consistem do gerenciamento do ciclo de receitas, cobrança automática dos pacientes, contabilidade de custos, folhas de pagamento e gerenciamento administrativo. Nos Usa, uma grande parcela dos hospitais já está armazenando dados, incluindo aplicações e em e-mail, na nuvem.Benefícios da Computação em Nuvem na área de saúde

O que vem por aí, lá fora tem o nome de “Patient Centricity”, literalmente “centralidade no paciente”. Não importando o equipamento gerador dos dados, nem sua geografia, eles estariam disponíveis de alguma forma. Isso permitirá melhorar os serviços para qualquer paciente.

Melhores serviços para os pacientes: com dados da vida pregressa facilmente disponíveis e compartilháveis, será possível atender melhor e com custos menores novas situações, pois o “passado” será facilmente recuperável com custos irrisórios, muito menores que a confecção de novos (e repetidos) exames para diagnósticos que já foram feitos no passado.

Serviços personalizados em qualquer lugar do mundo: não importa onde você está, seu histórico médico poderá ser acessado onde quer que você esteja, de forma segura. Históricos médicos, prescrições recebidas, imagens de exames, exames de sangue, reações alérgicas – não importa. Desde que você autorize, como paciente, o acesso aos seus dados será livre e total (para hospitais, médicos, enfermeiras, paramédicos, farmacêuticos e outros profissionais). Isso inclui também dados de imagens escaneadas (radiografias, tomografias, etc.). Além disso, você contará com aplicativos em celular que terão acesso aos seus dados, permitindo que você responda sobre o seu passado, não com base na sua memória e sim com base nos registros médicos, com datas, dados e fatos.

Conforto de atendimento, a custos menores: nos países desenvolvidos, 80% dos custos de saúde estão associados a doenças crônicas – e não a crises agudas. De alguma forma os provedores estarão aptos a contar com dispositivos que, usando a nuvem como depositária, permitirão a monitoração contínua de casos crônicos (como hipertensão) que, usando sistemas “Analytics” para predição, ajudarão a remotamente monitorar os pacientes, com custo muito baixo. As roupas “espertas” e dispositivos de monitoração estarão integradas a esses sistemas em “cloud computing”, tendo a capacidade de sugerir “tratamentos” de uma forma contínua sempre que necessária – antecipando problemas que poderiam se tornar agudos. A quantidade de exames em laboratórios também diminuirá, na medida em que dispositivos caseiros estarão aptos a fornecer resultados de exame de sangue, saliva e outros, ajudando nas monitorações remotas.

Consultas remotas: pacientes não precisarão mais sair de suas casas para se consultarem com seus médicos. Poderão ser realizadas consultas virtuais, devidamente registradas na nuvem, que estarão disponíveis para o paciente e para pessoas por ele autorizadas, como farmacêuticos. A prescrição de medicamentos do médico poderá ser compartilhada com os farmacêuticos, liberando a estes o fornecimento dos medicamentos prescritos.

Estes são alguns dos benefícios básicos. O fundamental é pensar que em breve haverá muitas transformações – e o seu negócio poderá ser afetados por elas.[2]

[1] Impact of Cloud Computing on Healthcare – Cloud Standards Customers Council – http://www.cloud-council.org/cscchealthcare110512.pdf   

[2] Accenture: A new era for the healthcare industry : Cloud Computing changes the game – http://www.accenture.com/sitecollectiondocuments/pdf/accenture-new-era-healthcare-industry-cloud-computing-changes-game.pdf

Tudo o que você precisa saber sobre Computação em Nuvem nos seus negócios!

Computação em Nuvem para Gestores e Empreendedores

Computação em Nuvem para Gestores e Empreendedores

Transformação Digital no Mercado de Linha Branca/Eletrodomésticos

Transformação Digital no Mercado de Linha Branca/Eletrodomésticos

A linha branca inclui os eletrodomésticos como fogões, geladeiras, micro-ondas e outros. Em breve teremos esses produtos remotamente controlados pelos nossos dispositivos móveis. Será possível acender o forno a 10 minutos de casa. Ou colocar a geladeira para esfriar mais, sem congelar as cervejas. Nessa área, há mais tecnologia disponível do que problemas a serem resolvidos, de forma que muitas funcionalidades hoje imaginadas não agregam valor para o consumidor final (que em tese pagaria um pouco a mais pelo “produto inteligente”).

transformação digital no mercao de linha branca/eletrodomésticos

O fato é que mesmo os produtos mais simples, que antigamente só tinham partes mecânicas e elétricas, começam a contar com um hardware contendo sensores, armazenamento, microprocessador, software e poder de conectividade (na prática, estão colocando computadores dentro dos produtos, com capacidade de comunicação). A promessa dos fabricantes é que esses produtos espertos terão suas funcionalidades expandidas exponencialmente, oferecendo maior confiabilidade, maior capacidade de utilização. Embora seja difícil imaginar que um ferro de passar ou uma torradeira elétrica irá ultrapassar suas funcionalidades básicas essenciais atuais (passar, torrar), as indústrias produtoras estão repensando seus negócios e acham que, para continuar concorrendo, terão que transformar radicalmente seus produtos ofertados.

Essencialmente, a inteligência e a conectividade dos novos produtos afetam suas capacidades em quatro áreas: monitoração, controle, otimização e autonomia. Um produto esperto pode ser beneficiado nestas quatro áreas – onde uma alavanca a outra. Monitoração é a base para o controle do produto, otimização e autonomia. O desafio é a empresa produtora escolher um conjunto de capacidades que os clientes valorizem e que as ajudem a manter um posicionamento competitivo, oferecendo produtos que efetivamente as diferenciem no mercado.

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Fonte: https://hbr.org/2014/11/how-smart-connected-products-are-transforming-competition – Haward Business Review

Todo produto “smart”, com capacidade de comunicação, tem três elementos fundamentais: componentes físicos, componentes “smart” e componentes de conectividade. Os componentes “smart” amplificam as capacidades dos componentes físicos, assim como a conectividade amplifica as capacidades e o valor dos componentes “smart”, permitindo que eles, de certa forma, existam fora do produto físico em si. Isso, em si, é revolucionário.

A conectividade se dá em três instâncias, que caminham juntas:

  • Um para um (1->1): um produto individual se conecta com o usuário, o fabricante ou ainda a outro produto usando “uma porta física” ou uma interface. Isso já acontece hoje, quando você leva seu carro para uma oficina e ele é conectado a uma máquina de diagnósticos, por exemplo.
  • Um para muitos (1->n): um sistema central fica continuamente ou periodicamente conectado a muitos produtos, simultaneamente. Exemplo: automóveis da Tesla ficam conectados a um sistema do fabricante que monitora seu desempenho e acompanha remotamente serviços e melhorias.
  • Muitos para muitos (n->n): múltiplos produtos conectados a vários outros tipos de produtos e, frequentemente, também a fontes de dados externas. Numa fazenda, por exemplo, os equipamentos e máquinas podem estar conectados entre si, fornecendo dados de sua localização, permitindo coordenar e otimizar o sistema de produção.

Não importando o tipo, a conectividade tem uma dupla função: primeiro, ela permite a troca de informações entre o produto e seu ambiente de operação, seu fabricante, seu usuário, bem como com outros produtos e sistemas. Segundo, ela viabiliza algumas funcionalidades que podem existir FORA do dispositivo físico, que é chamado de “product cloud” ou nuvem do produto.

A nuvem do produto permite inovações sem precedentes em vários dos produtos domésticos como os conhecemos (e usamos) hoje. Por exemplo: a Bose (famosa produtora de fones, home theaters e auto falantes) tem agora um novo sistema Wi-Fi (Wi-Fi Music System[1]) que roda, na nuvem do produto, uma aplicação de smartphone que distribui música para o sistema pela Internet. Ou seja, o sistema não usa qualquer tipo de mídia física, reproduzindo músicas que recebe pela internet através de rádios que transmitem em “streamer” (Deezer, Spotfy, iHeartRadio, Pandora e outras). O equipamento usa qualquer rede wi-fi disponível. O aplicativo de smartphone, que roda também em tablets e computadores, permite que você explore novas músicas e organize as que já ouviu ou comprou (que ficam armazenadas na nuvem do produto). Este aplicativo permite gerenciar múltiplos sistemas em diferentes ambientes, viabilizando o mesmo som na casa toda (até no jardim, brinca o fabricante). Essa categoria de produtos nem existia há algum tempo atrás, a última novidade era o sistema para reproduzir Ipod que, no fundo, é um pen drive mais sofisticado (exigindo mídia física).

Isso vai acontecer com muitos outros produtos de uso doméstico, que ainda não conhecemos e nem sabemos como será.

[1] Bose – Wi-Fi Music System http://www.bose.com/controller?url=/shop_online/wifi_music_systems/soundtouch_music/index.jsp

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Computação em Nuvem para Gestores e Empreendedores

Computação em Nuvem para Gestores e Empreendedores

Transformação Digital no Mercado de Construção

Transformação Digital no Mercado de Construção

Para nos ajudar a controlar nossas casas, a Google pagou US$3,2 bilhões pela Nest Labs[1] e a Apple vem aí com seu HomeKit. Curiosamente, a Nest Labs foi montada por engenheiros que trabalhavam na Apple, em 2010 – e se dedicou inicialmente a fazer termostatos e detectores de fumaça e monóxido de carbono, Wi-Fi, programáveis e com uma espécie de autoaprendizagem.

A empresa já tinha quase 500 empregados quando foi comprada pela Google em meados de 2014 e investiu cerca de US$ 550 milhões comprando uma empresa de câmeras, a Dropcam. Para integrá-las aos seus dispositivos de controle doméstico.

A Apple, por sua vez, liberou um kit[2] de software para desenvolvedores do mundo todo desenvolverem aplicações que rodam sob os seus sistemas IOS e OSX para controlar qualquer tipo de dispositivo que permita a automação das nossas casas.

transformação digital no mercado de construção

Isso permite que desenvolvedores de hardwares criem novos produtos que conversem com os dispositivos da linha Apple (iPads e IPhones) e é uma outra forma de ver o mercado. De qualquer jeito, a oferta de casas e apartamentos muito em breve contará com equipamentos de automação que antes eram coisas de “fanáticos” por automação. Desde portas que se abrem com um toque de celular até centrais inteligentes que comandam produtos e tomam decisões…

[1] Nest Labs: https://nest.com/

[2] HomeKit da Apple: https://developer.apple.com/homekit/

4 Vetores de uma transformação digital revolucionária – e ainda não assimilada na sua totalidade

4 Vetores de uma transformação digital revolucionária – e ainda não assimilada na sua totalidade

Gartner escreveu um estudo, The Nexus of Forces[1], onde tenta explicar quatro forças que estão trazendo transformações mercadológicas profundas e como essas forças estão obrigando a mudar o modo como as empresas lidam com Tecnologia da Informação (TI

 

[1] The Nexus of Forces: Social, Mobile, Cloud and Information – 2012 – http://www.gartner.com/doc/2049315

Nos últimos anos houve o surgimento e a evolução de quatro poderosas forças, que estão convergindo: redes sociais, computação em nuvem, mobilidade e informação. Mesmo que individualmente cada força já esteja em evidência no contexto atual da tecnologia, o diferencial está em pensá-las em conjunto.

As redes sociais conectam as pessoas e estimulam a troca e busca por informação. Podemos dizer que a força da informação é o que move e “cola” todas as outras no Nexus. Os dispositivos móveis são uma plataforma eficaz para as redes sociais ao manter a conectividade constante. Todo esse ambiente social de troca de informação e mobilidade só é possível dada a existência de um modelo de computação em nuvem, que permite a entrega de informações e funcionalidades aos usuários e sistemas.

Essas quatro forças interligam-se criando um ecossistema voltado para o usuário da moderna computação. Como resultado da “consumerização” e da onipresença de dispositivos inteligentes conectados à rede, o comportamento do consumidor tem causado a convergência dessas forças. As pessoas passam a ter como expectativa dos produtos e serviços a interatividade e a facilidade de acesso à informação. Assim, o usuário, cada vez menos passivo, tem o controle sobre o que espera e deseja.

O grande desafio de negócio está em como adaptar-se e beneficiar-se desta dinâmica para criar produtos e serviços inovadores, alcançando novos clientes em novos contextos. Não é incomum ver departamentos de TI engessados com arquiteturas conservadoras, cujos processos e habilidades caracterizam formas obsoletas de trabalho. Hábitos que provem desse formato de trabalho devem mudar para que se consiga aproveitar o Nexus of Forces e gerar vantagens competitivas e oportunidades de negócios.

Repensando essas questões trazidas pelo estudo de Gartner, acreditamos que quatro vetores fundamentais são responsáveis por todas as mudanças ocorridas nos últimos 30 anos. São quatro momentos que, ao se fundirem no tempo e no espaço, convergindo, produzem uma revolução mercadológica completa, que abre inúmeras novas oportunidades para fazer negócios de forma diferente de “antigamente”.

A Internet muda os perfis de empresas e o Marketing – Momento 1

A internet mudou e continua mudando tudo o que se refere a comercialização e distribuição de produtos. Principalmente em setores que podem prescindir dos canais de distribuição intermediários, levando seus produtos diretamente para o consumidor final. O que acontece é uma “desintermediação” das vendas, onde os canais intermediários não geram valor para o consumidor final – mas somente agregam custos de distribuição que, por sua vez, só oneram o preço final da mercadoria, diminuindo seu potencial de consumo.

Um exemplo típico até hoje é do segmento de roupas de grifes: o custo de produção (na fábrica) é multiplicado por 2 para entrar no atacadista (a distribuidora da marca). A distribuidora multiplica por 2 para “revender” às suas lojas. A loja em geral multiplica por 3 para “revender” ao consumidor final (pois tem despesas elevadas com o ponto de venda e equipe de vendedores, além da tributação escorchante). Resultado: o produto é tipicamente vendido a 12 vezes o valor de custo de produção.

Algumas empresas criaram (ou nasceram como) modelos de puro “click”, passando a vender somente pela internet, às vezes puramente sob demanda, sem uma produção antecipada, produzindo as encomendas recebidas. No exemplo acima, vendendo diretamente pela internet, o produtor poderia aplicar um fator 3 (e não 2) sobre seus custos, ampliando significativamente seus resultados de vendas – mesmo considerando os custos de logística para a entrega (muitas vezes pagos à parte pelo próprio cliente).

Outras empresas partiram para um modelo misto de “clicks” e “bricks” (tijolos), fazendo da internet uma ponta para informação, geração de promoções e atrações diversas para levar os consumidores aos pontos de venda já com decisões pré tomadas. Nestes casos, a loja física passou a ter mais um papel de prestadora de serviços do que “vendedora”: tira dúvidas, é um espaço agradável da marca e de entrega física. Esse modelo foi adotado pela “Barnes and Noble”, por exemplo, uma das maiores redes de livrarias dos USA. A própria Apple, que comercializa milhões de produtos em seu site a cada novo lançamento, criou uma rede própria de lojas físicas para dar suporte à operação comercial.

Algumas empresas permaneceram somente no mundo dos “Bricks”, fazendo de seus sites na internet não um serviço, nem um ambiente de vendas ou promoções, mas essencialmente um catálogo moderno e eletrônico, com pouca ou nenhuma interatividade e em geral sem qualquer camada de e-commerce. Um exemplo clássico é a Blockbuster que ignorou completamente o mundo digital e… quebrou. Várias redes de varejo no Brasil, até bem recentemente, ignoravam o poder da Internet e trabalhavam somente com a rede física de distribuição. Mesmo assim, as vendas via internet ainda são secundárias – ainda que crescentes ano a ano.

O tipo de marketing efetuado nesses 3 modelos é também diferente. Nas empresas 100% clicks, sua dependência da Internet é de 100%. Seus gastos de comunicação concentram-se na internet, que é onde captura a totalidade dos seus clientes. Seus gastos em comunicação são elevados frente as receitas (chegando, em épocas de investimentos, a 30% das receitas). 100% de marketing digital para garantir o e-business.

Nas empresas “clicks and bricks” os gastos com marketing são menores, mas chegam a representar até 10% das receitas em alguns casos. Dificilmente esses gastos são inferiores a 5% do volume de vendas. Não é barato nem elementar convencer clientes – que podem acessar informações e preços da marca e de todos os seus concorrentes na Internet – a se decidirem pelo seu produto e se deslocarem para seu ponto de venda físico para fechar a operação de compra.

Nas empresas puramente bricks, os gastos com marketing raramente excedem os 5% das receitas. O importante é o local onde a loja está instalada – e a escolha do ponto de venda é fundamental. É importante que sejam locais com fluxo de pessoas elevado e facilidade de estacionamento, como shoppings, “malls” e determinadas ruas e avenidas.

As preocupações, além do ponto, são outras: vitrine bem arranjada, promoções que despertem a curiosidade e façam as pessoas entrarem, boas instalações, bom nível de serviço dos atendentes. Ponto, pessoas e infraestrutura física tem um custo elevadíssimo – e a verba de marketing acaba se restringindo a anúncios pela internet e meios de comunicação tradicionais, as vezes até regionais, ou na participação da propaganda cooperada do shopping ou do mall. Isso ocorre com muitas redes de franquia no Brasil, cujas lojas estão essencialmente instaladas em shoppings e o que os franqueados gastam em marketing é em torno de 1% a 2% das receitas para a propaganda “nacional” feita pelo franqueador, e 1% a 2% na propaganda local feita por eles (ou pagas em regime de propaganda cooperada com os shoppings ou os malls).

O marketing digital veio com força total para dar suporte às empresas puro clicks e secundariamente às empresas que adicionaram ao menos uma pitada de clicks em seus bricks, que já existiam. Mesmo com a internet completando 30 anos neste ano de 2015, você ficaria impressionado, andando pelo interior do Brasil, com o número de empresas que sequer tem um site na internet e acreditam que marketing digital é estar sendo citado em listas do tipo “Guia Mais”, que simplesmente substituíram as antigas “páginas amarelas”, transformando papel em “bit”, mas com o mesmo conceito antigo.

O fato é que as empresas usam o marketing digital para veicular anúncios em toda a rede, da forma mais segmentada possível, tentando encontrar o consumidor certo para seu produto ou serviço. Sua propaganda, se possível, deve se parecer mais com um serviço de orientação do que com um instrumento de venda. Levando a páginas que orientam, dão todas as informações possíveis que, na verdade, acabam levando o pesquisador para algum tipo de fechamento de vendas, qualquer que seja.

Caso Lojas Marisa

Fundada há mais de 60 anos, as Lojas Marisa têm como core business o comércio de peças de vestuário e acessórios voltados ao público feminino. Comercializa também, em menor proporção, itens de vestuário masculino, infantil e artigos de cama, mesa e banho. Atualmente, possui 413 lojas espalhadas por todos os estados do Brasil, sendo 223 em shopping centers e 190 lojas de rua. A Marisa é uma das maiores redes varejistas de vestuário do país. Sendo a quarta colocada do ranking, com participação de aproximadamente 7%, atrás da holandesa C&A, primeira colocada com “market share” de 8,5%, Lojas Renner, com 7,5%, e Riachuelo (do Grupo Guararapes), com 7,3%.

Varejistas importantes como Lojas Marisa estão sofrendo com as quedas de vendas no mercado brasileiro. A Marisa recentemente encerrou suas vendas diretas por causa da crise, concentrando as atenções da empresa em negócios mais estáveis e maduros, reduzindo custos e contribuindo para a manutenção da marca num patamar de estabilidade. Estima-se que mais de 5 mil pessoas ficarão desempregadas com o encerramento das vendas diretas.[1]

Enquanto as vendas diretas foram interrompidas, as vendas pela internet continuam. O e-commerce da Lojas Marisa foi um dos pioneiros e é tido como um dos mais inovadores do Brasil. O curioso é que vai entrar no azul somente agora, em 2015, após 16 anos no ar. Há 16 anos a Marisa vem tentando se relacionar mais com suas clientes e potenciais compradoras pela internet. Um dos maiores desafios da empresa desde o início continua sendo o mesmo: convencer a comprar roupas pela internet. “A mulher precisa de segurança para comprar e a falta de padronização de tamanhos sempre foi um problema, deixando-a insegura”. Em 2010, para resolver essa questão, a rede criou um serviço patenteado e inédito naquela época em sites brasileiros: o “Sua Medida”, onde a cliente pode medir seu corpo, inserir os dados no site e receber sugestões sobre o tamanho de peças mais indicadas para suas medidas. Um simples botão indica as peças que estão nas medidas da compradora. Com isso diminuíram as trocas (que podem ser feitas nas mais de 400 lojas físicas) e aumentaram as vendas. Estima-se que o e-commerce da rede fature cerca de 1% do total, pelo menos, equivalendo ao faturamento médio de 4 lojas físicas. Com um crescimento médio anual de pelo menos 27%, que tem sido a média do crescimento do comércio eletrônico brasileiro.

[1] Economia – Lojas Marisa anunciam fim de vendas diretas devido à crise no Brasil – http://br.blastingnews.com/economia/2015/09/lojas-marisa-anunciam-fim-de-vendas-diretas-devido-a-crise-no-brasil-00580281.html

Grandes provedores começam a oferecer soluções e infraestrutura em nuvem – Momento 2

Passou a ficar evidente que usar, ter e manter sistemas e dados na internet começou a ficar muito mais barato, quando comparado a ter o equivalente dentro da empresa. Mesmo tendo custos menores, a velocidade de acesso poderia ser uma grande restrição para o uso das ofertas em nuvem. Mas com a disseminação da banda larga em todos os países, essa restrição praticamente não existe mais.

Não só empresas como também pessoas começaram a utilizar serviços de plataformas baseadas em nuvem. A Amazon, uma das pioneiras nas ofertas em nuvem, começou suas ofertas do AWS (Amazon Web Services) em 2006, quando até então não passava de uma revendedora de livros online, no modelo puramente clicks. Provavelmente a Amazon se deu conta de que não armazenava livros – e sim bits – e fazê-lo de maneira inteligente e econômica só melhoraria os resultados do seu negócio. Por que não oferecer esses serviços para o mundo? Hoje a Amazon tem provavelmente a linha mais ampla de serviços em nuvem – e está sendo perseguida de perto por outras empresas gigantes como a Microsoft, o Google e a Apple.

Vieram os telefones celulares, que rapidamente se transformaram em SmartPhones – Momento 3

Até alguns anos atrás, metade da humanidade não tinha acesso a um telefone, qualquer que fosse o tipo. Nos últimos 20 anos isso mudou, e muito. Ainda que nem todos tenham celulares, em 2014 chegamos a um número impressionante: 7 bilhões de assinaturas de celular para 7 bilhões de pessoas no planeta[1]. Isso não quer dizer que todas as pessoas têm um celular, mas mostra que estamos nos aproximando disso[2]. Na verdade, os primeiros smartphones começaram a surgir quase que no ano 2000, oferecendo recursos como e-mail, navegador baseado em texto, teclados tipo QWERTY[3] e câmeras embutidas. Os celulares como conhecemos hoje, com tela touch screen, em HD (alta definição), começaram mesmo em 2007. Este novo padrão de celulares ganhou status de smartphone, com capacidade de comunicação em banda-larga e de processar aplicativos – e foi introduzido pela Apple. Os smartphones chegaram a representar, em 2014, mais de 25% do total de telefones celulares. Em quantidade (cerca de 2 bilhões de smartphones) isso passou a representar o dobro do número de telefones fixos (pouco menos que 1 bilhão, e em queda).

Esses 2 bilhões de telefones criaram uma teia de troca de informações e dados gigantesca. Que continua aumentando, pois, as vendas anuais de smartphones beira, hoje, 1 bilhão de unidades.

Nos anos de 2013 e 2014, o volume de dados produzido e armazenado em nosso planeta foi igual ao volume de dados produzido na história da humanidade. A única forma econômica de armazenar esses dados é em Cloud Computing. Neste universo digital, os dados continuarão a crescer 40% ao ano, nos próximos 10 anos, aumentando o número de pessoas e empresas fazendo todo tipo de coisa online. Os dados vão continuar dobrando de tamanho a cada 2 anos. Em 2020 os dados que criamos e copiamos anualmente serão da ordem de 44 zettabytes[4] (44 trilhões de gigabytes), contra 4.4 zettabytes de 2013.

Qualquer smartphone contém dados e informações riquíssimas e que ficam acessíveis on-line pelos aplicativos nele instalados. Um tesouro que os usuários não avaliam muito bem qual é o seu valor, mas que as empresas que praticam marketing digital conhecem muito bem. Um aplicativo “grátis” (ou que cobra o valor simbólico de US$1/ano), como o WhatsApp, acessa praticamente todos os dados do seu celular e “conta” para a empresa que fez o aplicativo quem é você, qual seu telefone, acessa a lista de todos os telefones e e-mails de seus contatos, sabe onde você está a cada momento, sabe se está parado ou em movimento… Sabe com quem você se relaciona mais, que mensagens você troca (texto, voz, imagem, vídeo), que referencias de internet você dá… Assim: neste momento, o WhatsApp pode analisar esses dados de apenas[5] 700 milhões de usuários.

O poder econômico dessa informação disponível é inimaginável. Considerando que a posse de smartphones é maior na população de maior renda comparativamente à de baixa renda, certamente as pessoas com smartphones detém mais de 90% do poder de compra do planeta.

A qualidade da informação também é elevada e precisa, do ponto de vista estatístico. Se pensarmos que, mesmo numa amostra estatisticamente estratificada, o número em torno de 2400 observações dá uma ideia de 98% do universo, com uma margem de erro amostral de 2% para mais ou para menos…. Ou que 9500 observações dão uma ideia de 99% do universo, com um erro amostral de 1%, para mais ou para menos… o que dizer de “amostras” de milhões ou mesmo centenas de milhares de observações? Nenhum instituto de pesquisa conseguiria levantar os dados que essas empresas de internet têm hoje em mãos, nem em quantidade, nem em precisão e muito menos com nenhum gasto com pesquisadores de campo, entrevistas, levantamentos e coletas de dados.

Temos ainda uma outra faceta dos smartphones. Em um artigo intitulado “The Smart Society”[6], Nicole Aschoff comenta: “Assim como o automóvel definiu o século XX, o smartphone está remodelando a forma como hoje vivemos e trabalhamos. As pessoas gastam um tempo excessivo com seus telefones. Ficam verificando tudo o que chega ao longo do dia e mantém o aparelho sempre perto de seus corpos. Dormem ao lado deles, levam para o banheiro e olham para o aparelho quando andam, comem, trabalham, esperam e até quando dirigem. Vinte por cento dos jovens adultos admite que consulta seus telefones quando fazem sexo. “

O smartphone, entre outras coisas, também rompeu a linha divisória entre o lazer e o trabalho. Há alguns preços sendo pagos pelos usuários para usar aplicativos que prestam serviços úteis para os usuários ou simplesmente possibilitam interconexões com outras pessoas. Seus dados pessoais estão sendo usados e comercializados, suas interações sociais têm cada vez menos relacionamento face-a-face e sua vida privada está sendo muitas vezes invadida por pessoas que são colegas de trabalho fora do âmbito (e do horário) da empresa.

As pessoas parecem ainda não estar se importando. O Facebook conta com quase 1.5 bilhões de usuários registrados, dos quais 1 bilhão entra diariamente na aplicação.

Queiramos ou não, o smartphone borrou a linha divisória entre casa e trabalho (muito mais do que o laptop já tinha feito). Para muita gente, o smartphone é o portal de suas vidas. E, definitivamente, tornaram uma coisa clara: os usuários (nós) querem (queremos) tudo instantaneamente.

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[1] More people around the world have cell phones than ever had land-lines http://qz.com/179897/more-people-around-the-world-have-cell-phones-than-ever-had-land-lines/  

[2] Wikipedia – List of countries by number of mobile phones in use

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_number_of_mobile_phones_in_use

[3] QWERTY é o layout de teclado atualmente mais utilizado em computadores e máquinas de escrever. O nome vem das primeiras 6 letras “QWERTY” da primeira linha do teclado

[4] IDC – The digital Universe of Opportunities: Rich Data and the icreasing value of the Intrenet of Things http://www.emc.com/leadership/digital-universe/2014iview/executive-summary.htm 

[5] Dados de janeiro de 2015 – Number of monthly active WhatsApp users worldwide from April 2013 to January 2015 (in millions) – http://www.statista.com/statistics/260819/number-of-monthly-active-whatsapp-users/

[6] The Smart Phone Society – Nicole Aschoff – https://www.jacobinmag.com/author/nicole-aschoff/

Está chegando a Internet das Coisas, com os SmartDevices – Momento 4

A Internet das Coisas vai afetar alguns segmentos de mercado bem específicos e ampliar o crescimento da Nuvem.

Internet das Coisas é um dos termos atuais para explicar que todo tipo de dispositivo vai acabar se interconectando, através da internet – especialmente máquinas e equipamentos das nossas casas. Quando isso ocorrer na sua plenitude, fogões, geladeiras, micro-ondas, TVs, quadro de luz, interruptores liga-desliga, chaves de portas, bombas de piscina etc. vão estar acessíveis e controláveis por programas em nossos relógios de pulso (como o Android Wear[1]), celulares, tabletes e nos demais tipos de computadores.

Os dados desses dispositivos “espertos” estarão trafegando via internet e a comunicação com as nossas interfaces de controle (relógios, portáteis e computadores) será feita através da nuvem, impulsionando ainda mais seu crescimento.

Essa possibilidade abre caminhos para empresas novas, empreendedoras, que criarão e lançarão novos dispositivos e serviços – o que ampliará ainda mais o mercado da computação em nuvem.

[1] Android Wear, relógio: http://www.android.com/wear/

Os 4 vetores juntos: convergência para um Drone poderoso

O poder de comunicação, armazenamento e troca de dados dessas tecnologias juntas abre, para empresas de todo tipo, as portas para o desenho de novos produtos e serviços que atendam a demandas de forma diferente do que se fazia anteriormente. Isso torna os mercados ainda mais voláteis do que no passado.

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Do ponto de vista empresarial, mesmo que a empresa não se sinta ameaçada pelas tecnologias no presente, é preciso repensar seu modelo de atuação. Modelos de negócios com altos custos fixos estão hoje com muito mais risco do que sempre estiveram. Uma estratégia que permite reagir com eficiência é trocar custos fixos por custos variáveis. Gerando um modelo de atuação que tenha capacidade de resposta e flexibilidade para se adaptar às mudanças tão rapidamente quanto elas acontecem.

Muitas empresas têm altos custos de operação devido a aplicações de TI em computadores, sistemas de aplicação, data centers e equipe necessária para rodar essa tecnologia e os sistemas. Os investimentos em TI não podem ser facilmente nem rapidamente reconfigurados para a adaptação necessária às mudanças. O que é irônico, de certo modo, pois são justamente esses sistemas de TI que se constituem em fator crítico para essas empresas terem agilidade e velocidade de resposta.

Tipicamente as empresas têm 70% a 80% dos seus gastos de TI comprometidos com a operação e a manutenção de sistemas existentes, ficando os demais 20% a 30% para o projeto e o desenvolvimento de novos sistemas. Ironicamente também, o desenvolvimento de novos sistemas gera despesas de depreciação dos investimentos realizados, aumentando a curva dos gastos fixos – mesmo que o dinheiro não saia do caixa (mas deve ser economicamente provisionado para novos investimentos após a depreciação).

A adoção de Cloud Computing, quando permite a redução de investimentos em infraestrutura e softwares de aplicação, transforma parte das despesas de depreciação em custos variáveis, gerando maior flexibilidade empresarial. Por outro lado, se os investimentos forem concentrados no desenvolvimento de aplicações “core” da empresa (que não podem ser compradas ou alugadas no mercado), gerarão menores despesas de depreciação, também ajudando a ter maior flexibilidade. Esse modo de operar deixa a empresa estrategicamente menos vulnerável e mais ágil para acompanhar as mudanças.

Já se vão 12 anos desde que Nicholas Carr escreveu (o então) controverso artigo “IT Doesn’t Matter”, na Haward Business Review. Essencialmente ele afirmou que “a função de TI, que no passado estava focalizada em TI como espécie de área de entrada do negócio, não estava real e diretamente influenciando as coisas que a empresa de fato estava vendendo…”. Ou seja, a TI tradicional tinha seu foco em coisas como data center e servidores, manutenção de sistemas de aplicação legados, administração de redes – enfim, coisas que, não necessariamente, traziam qualquer vantagem competitiva para a empresa.

Seu artigo recomendava que as empresas encontrassem um modo de mudar a TI tradicional, levando para fora da empresa essas atividades “não core”. Nicholas hoje, se reescrevesse o artigo, apontaria todas as formas de fazer isso com provedores de nuvem – que na época não ofereciam toda a gama de serviços que hoje oferecem. Hoje não há mais motivos para manter a empresa com uma alta participação de custos fixos no orçamento de TI, justamente devido a ativos que não trazem qualquer vantagem competitiva.

Concluindo, o aluguel de capacidades fornecidas pelos provedores de nuvem irá aumentar e vai ficar gradativamente mais atrativo, se tornando uma opção financeira cada vez mais atraente para as organizações. É bastante provável que com a adoção contínua de Computação em Nuvem as empresas farão cada vez mais o outsourcing de suas operações básicas de TI.

Isso irá habilitá-las a usar seu tempo e atenção para encontrar formas de usar a tecnologia de informação, que façam a empresa entregar muito mais vantagem competitiva e valor, como nunca antes ocorreu. Terão ainda a seu favor o poder de comunicação da internet de banda larga, somado ao poder dos smartphones praticamente colados no corpo de mais de 2 bilhões de pessoas, somado ao poder das informações transmitidas pelos Smartdevices que em breve estarão em todos os lugares: nossas casas, automóveis e lugares que frequentamos.

Como já dissemos, Gartner já havia feito essa profecia (em 2012) ao cunhar a expressão “The Nexus of Forces”[1]. Quatro forças atuando juntas e continuamente convergindo: Rede Social, Mobile, Cloud e Informação acabaram se transformando em uma plataforma poderosa para negócios digitais. Definindo negócios digitais como projetos de negócios novos que ficam no espaço entre o mundo físico e o mundo digital. A isso se somou, mais recentemente, a Internet das Coisas (IoT), ampliando ainda mais as possibilidades de negócios digitais, na medida em que ‘coisas’ se tornam mais inteligentes, onipresentes (ubíquas) e autônomas.

Em negócios digitais há mudanças na natureza da entrega da solução: oportunidades aparecem e desaparecem em taxas mais rápidas, sistemas configuráveis e ​​leves substituem pesados legados de TI, as funcionalidades e serviços são decompostos e usam fornecedores internos e externos, sistemas monolíticos dão lugar a ecossistemas de baixo acoplamento. Relações tradicionais de poder são profundamente deslocadas em negócios digitais avançados – eles são virados de dentro para fora e de cabeça para baixo. As quatro forças ”Nexus” são os pilares base de toda esta mudança.

O quadro a seguir mostra uma longa interdependência entre tecnologia e abordagem de negócios. Estamos agora no início da era dos negócios digitais. As forças que compõem o Nexus, ou o drone de que falamos, aceleraram o movimento de e-business para digital-business com os consumidores se deslocando para dispositivos celulares e interações integradas criadas em redes sociais, criando relacionamentos orientados por informações com alcance global. A transição de marketing digital para negócios digitais ocorre quando “coisas” também se tornam “atores” nas transações.

gartner

[1] THE NEXUS OF FORCES – GARTENER http://www.gartner.com/technology/research/nexus-of-forces/

Tudo o que você precisa saber sobre Computação em Nuvem nos seus negócios!

Computação em Nuvem para Gestores e Empreendedores

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Como Vender Mais E Melhor Pela Internet?

Como Vender Mais E Melhor Pela Internet?

Vender pela internet é uma realidade.Basta analisar os números. Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o faturamento das vendas neste setor deve crescer 16%, em comparação a 2018, atingindo R$ 79,9 bilhões em comercializações online neste ano de 2019.

Isso mesmo: neste ano teremos quase 80 Bilhões de reais gerados por vendas pela internet. Como “afiliado”, você certamente irá fisgar parte desse dinheiro.

Mas não é tão fácil assim vender online. Você precisa ter muito mais que um website bonito e uma oferta interessante. Você precisa conectar-se com seus “leads”.  Nesse artigo vou citar dois fatores que a neurociência comprova como essenciais para criar essa conexão e tornar o processo de compra mais natural.

NEUROCIÊNCIA E VENDAS ONLINE

Desde a década de 90 cientistas empenharam-se em entender o funcionamento do cérebro humano e suas reações a estímulos externos.

Por exemplo, a anúncios e campanhas publicitárias em geral. Com centenas de estudos e milhares de laudos foi possível identificar alguns pontos essenciais para conectar com o cérebro do cliente. A partir daí foi possível ter uma certa previsibilidade no processo decisório de compra, permitindo-nos facilitar a conversão de leads em clientes. São conceitos que, uma vez entendidos, podem ser aplicados imediatamente em suas campanhas de comunicação e vendas.

CONCEITO A – IMAGENS CORINGA

Existem algumas imagens que chamam mais a nossa atenção do que outras.

Por exemplo:

Em uma loja online de jóias para umbigo, podemos apresentar o produto de duas maneiras diferentes:

Opção 1

Opção 2

Qual das opções chamou mais a sua atenção?

Independente do sexo, idade ou etinia, a opção 2 certamente causa um impacto maior no ser humano. Isso se deve ao fato de que imagens da região abdominal (seja de homens ou mulheres) despertam o interesse alheio. Cientistas chegaram à essa conclusão após analisarem centenas de eletroencefalogramas observando as regiões cerebrais que são ativadas ao expor o indivíduo analisado à figuras como essas.

Mas, e se eu desejar divulgar serviços, e não produtos tão específicos como o exemplo acima? Felizmente temos mais alternativas como imagens coringa, que poderão ser utilizadas com sucesso em sua campanha publicitária.

Abaixo seguem 5 exemplos de imagens coringa:

  1. Imagens que contenham olhos marcantes. As pessoas se conectam com olhares. Podem ser olhos humanos ou de animais fofinhos. Só é preciso tomar cuidado para não deixar sua publicidade com um ar muto intimidador. Isso geralmente acontece quando você utiliza por exemplo olhos de onça em tons escuros.
  2. Imagens que contenham bebês, sejam eles humanos ou animais. As pessoas amam conectar-se com filhotes. Ao olhar uma publicidade com um filhote geralmente soltam um: “Uau, que fofo!!!”. Dependendo da sua oferta essa reação pode ser positiva.
  3. Imagens que contenham rosto humano.  Rosto humano conecta, e conecta muito! Desde muito cedo somos condicionados a aprender e perceber o mundo à nossa volta, enquanto seres sociais, prestando atenção em outras pessoas. Em outros rostos, em outras fisionomias com dezenas de expressões. Quanto mais expressivo for, mais interessante fica e automaticamente capta mais atenção.
  4. Imagens que quebrem padrões do seu “avatar”. Por exemplo, o avatar que aspira por mais dinheiro, ignoraria absolutamente tudo o que estiver acontecendo ao seu redor. Por exemplo, se ele se deparasse com uma imagem ou com um vídeo de dinheiro pegando fogo. Outro exemplo: O avatar que preza pela estabilidade em um cargo tradicional no mercado de trabalho, teria sua atenção quase que completa para um anúncio que mostra uma carteira de trabalho picotada ou queimando. A quebra de padrão é impossível de ignorar, porém ela só funciona se você conhecer a fundo o seu avatar.
  5. Imagens com partes do corpo em específico (sem vulgaridade): Imagens do corpo humano que captam o olhar de interesse não precisam necessariamente serem vulgares. Partes do corpo como: nuca, abdome e panturrilha (batata da perna) são exemplos que podemos utilizar à vontade dependendo do contexto. Obviamente glúteos e seios chamam atenção mas, é importante lembrar, desejamos vender nossos produtos e serviços e não a modelo, correto?

CONCEITO 2 – CORES ESTRATÉGICAS

Usar cores de maneira estratégica soou como um mito por muito tempo. Mas não é algo assim tão banal de acordo com estudos recentes. Quer descobrir o mistério por trás das cores? Continue lendo.

O que são as cores afinal? Cores são manifestações de luz refletida ou absorvida pelos elementos. Esse comportamento da luz sobre os elementos produz uma determinada frequência e esta por sua vez é captada por um órgão complexo (nossos olhos) e processadas em nosso córtex ocipital (parte do cérebro que fica um pouco acima da nossa nuca).

A mágica acontece quando a cor é processada em nosso cérebro. Ao processar cada cor, nosso cérebro produz mais ou menos substâncias (neurotransmissoras) e a quantidade dessas substâncias é capaz de determinar o que sentimos. Agora leia novamente esse parágrafo. Entendendo-o, você irá tomar o máximo de cuidado ao escolher a cor dos botões de ação e da sua identidade visual.

Abaixo citamos algumas cores e os efeitos que elas causam ao serem processadas pelo nosso cérebro:

  1. Tons de Azul:  Inspiram confiança, segurança, força, maturidade, harmonia e constância.
  2. Tons de Amarelo: Inspiram otimismo, clareza, calor, energia, prosperidade e alegria.
  3. Tons de Laranja: Inspiram alegria, lealdade, amizade, jovialidade, força, entusiasmo e energia.
  4. Tons de Roxo: Inspiram nobreza, intelectualidade, criatividade, sabedoria, imaginação, sucesso.
  5. Tons de Vermelho: Inspiram ação, excitação, pressa, juventude, coragem, paixão;
  6. Tons de Cinza/Preto: Inspiram  neutralidade, equilíbrio, calma, passividade, exclusividade, prestígio, luxo.

A essa altura você  já tem condições de otimizar melhor seu website, seu funil, seu cartão de visitas, sua identidade visual, seus anúncios, ou seja, sua campanha de marketing em geral.

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Computação em Nuvem para Gestores e Empreendedores

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Como é Feita a Avaliação de Aplicativos Móveis?

Como é Feita a Avaliação de Aplicativos Móveis?

A avaliação de aplicativos móveis considera desempenho e tempo de resposta mais importantes que usabilidade e segurança.

É interessante observar que, embora muito se fale sobre experiência do usuário (UX) no desenvolvimento de aplicativos móveis, na maioria das vezes a discussão acaba se resumindo a aspectos de estética e da interface de usuário.

Afinal, como os usuários fazem a avaliação de aplicativos móveis? O que eles mais valorizam nesses aplicativos? Será que a interface de usuário é mesmo a coisa mais importante em um aplicativo móvel?

Uma pesquisa realizada pela Forrester para a IBM mostra que os atributos que os usuários mais valorizam em sua avaliação de aplicativos móveis são, pela ordem:

  • Desempenho e tempo de resposta;
  • Recursos e funcionalidade;
  • Confiabilidade;
  • Aparência, usabilidade e navegação;
  • Segurança.

Esses resultados são coerentes com outra pesquisa, que mostra que 59% dos usuários esperam apenas até 2 segundos pela abertura de um aplicativo, indicando que o desempenho e o tempo de resposta do aplicativo são mesmo determinantes do ponto de vista do usuário:

Avaliação de Aplicativos Móveis

A mesma pesquisa reforça a importância que os usuários creditam ao item confiabilidade: apenas 16% dos usuários tentarão usar um aplicativo defeituoso mais de duas vezes. Esse fator é enfatizado pela constatação de que aproximadamente 25% dos aplicativos instalados pelos usuários são abandonados depois de apenas uma utilização.

Ou seja, um aplicativo móvel tem poucas chances de mostrar seu valor, e se não mostrar rapidamente ao usuário que é digno de confiança, a tendência é de que será sumariamente apagado.

Se na vida das pessoas se diz que “you never have a second chance to make a first good impression” (você nunca tem uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão), para aplicativos móveis pode-se dizer que “they never have a chance to get a second use without a first good experience” (eles nunca têm uma chance de serem usados pela segunda vez sem uma boa primeira experiência).

O fato de desempenho e tempo de resposta aparecerem antes da funcionalidade indica que, mesmo que o aplicativo resolva um problema real para o usuário, se o aplicativo não for rápido, o usuário tenderá a avaliá-lo negativamente. Esses são fatores determinantes na avaliação de aplicativos móveis.

Estudos do Google também mostram a importância do tempo de resposta e seu impacto inclusive nas vendas de duas grandes empresas, Amazon e Walmart:

Avaliação de Aplicativos Móveis

Portanto, de nada adianta uma interface de usuário bonita e ergonômica se os quesitos básicos de engenharia, como velocidade, desempenho e confiabilidade, não forem adequados.

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